Anísio Maia

“Bala, fuzil e criminalização dos pobres não resolvem o problema da segurança”, diz Anísio Maia

Anísio Maia ressaltou que setores da oposição, sem discurso para dialogar com a sociedade, comemoram as explosões nos bancos

O deputado estadual Anísio Maia (PT) voltou a comentar em sessão da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (13), as explosões de bancos que vem ocorrendo na Paraíba. O parlamentar reafirmou que as instituições financeiras não podem ser isentas de responsabilidades, já que não realizam investimentos em segurança e são ressarcidas pelos seguros após os roubos provocados pelas explosões.

Anísio Maia ressaltou que setores da oposição, sem discurso para dialogar com a sociedade, comemoram as explosões nos bancos: “Cada explosão em cada banco deixa muita gente alegre, além dos ladrões. Quanto mais explosões, mais alardes para quem não tem conteúdo a propor”, afirmou. Para o petista, este tema deveria mobilizar também governo federal, uma vez que as quadrilhas atuam em diversos estados.

Com relação aos índices gerais de segurança pública, o petista lembrou que desde 2011 os índices de Crimes Letais Violentos Intencionais (CVLI), embora ainda sejam altos, estão caindo ano a ano. De acordo com Anísio, a sensação de insegurança que atinge a população está mais relacionada aos crimes contra o patrimônio, que aumentam com o desemprego recorde que vem assolando o país.

Para o deputado, “o governo do estado não tem caído no jogo daqueles que acham que se resolve o problema da criminalidade aumentando a quantidade de fuzil e de bala. Quem estuda o assunto, sabe que a criminalidade é um problema nacional e tem causas sociais profundas e que não serão resolvidas da noite para o dia de forma mágica ou apenas com aumento da repressão”, e completou: “Espero que o Conselho Estadual de Segurança e Defesa Social possa mobilizar toda a sociedade e pautar este assunto de forma aberta e propositiva”.

O parlamentar acrescentou que, "enquanto a violência for um fator para busca de popularidade e votos, não teremos soluções definitivas". “Em 2015, o Exército começou uma ocupação na favela da Maré, no Rio de Janeiro, que durou um ano e três meses. Foram gastos mais de R$ 360 milhões de reais e a realidade naquela comunidade não mudou nada. Com certeza, se estes recursos fossem investidos em educação e outras políticas sociais provocariam muito mais impactos. Por isso o Exercito não resolverá o problema da segurança no Rio de Janeiro. O caminho não é este”, enfatizou.

O petista concluiu afirmando que “o traficante é um intermediário, os verdadeiros chefões moram à beira mar. Ademais, o cliente que compra caro a cocaína não é incomodado, mas, aquele que tem o azar de morar em uma área dominada pelo tráfico é tratado como suspeito. Bala, fuzil e criminalização dos pobres não resolvem o problema da segurança pública”

Repórter PB
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