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Governo discute parceria com Instituto Mundo Melhor para oferecer ensino à distância no sistema penitenciário

A ação prevê a oferta de cerca de 220 cursos, com validação acadêmica da Universidade Norte do Paraná (Unopar), de Ponta Grossa (PR).

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), está discutindo a realização de parceria com o Instituto Mundo Melhor com a finalidade de implantar aulas virtuais do Sistema de Ensino à Distância para os ressocializandos, seus familiares e policiais penais. A ação prevê a oferta de cerca de 220 cursos, com validação acadêmica da Universidade Norte do Paraná (Unopar), de Ponta Grossa (PR).

Para discutir a parceria, o secretário da Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca, participou de uma videoconferência com representantes do Instituto Mundo Melhor, o coordenador geral, Orion Barbosa, e a assistente social Fernanda Celano. Também participaram o secretário executivo da Seap, João Paulo; o gerente de Ressocialização, João Rosas, e a assessora técnica do Escritório Social, Leilane Soares de Lima.

Durante a videoconferência, o secretário Sérgio Fonseca falou sobre o planejamento estratégico da Seap para os próximos dez anos, que tem como principal indicador a diminuição da reincidência criminal dos reeducandos, com foco nas áreas da educação, saúde e assistência social, principalmente na geração de emprego e saúde. E citou a criação do Escritório Social como uma das medidas neste sentido.

“A intenção é que eles consigam sobreviver numa atividade fora e não voltem ao sistema prisional. Então é de fundamental importância para nós estabelecer parcerias com uma instituição de excelência como o Instituto Mundo Melhor para que possamos atingir nossa maior meta, que é a diminuição da reincidência e atingir também outro grande indicativo nosso que é a reinclusão dos nossos reeducandas no mercado de trabalho e na sociedade”, ressaltou Sérgio Fonseca.

O gerente executivo de Ressocialização, João Rosas, por sua vez, comentou o trabalho do Instituto Mundo Melhor em alguns estados na área da educação, inclusive no sistema penitenciário. “Identificamos como um potencial parceiro para que pudéssemos ampliar as ações de educação profissionalizante nas unidades do estado, incluindo nessa perspectiva cursos para reeducandos e seus familiares e policiais penais”, afirmou.

Já o secretário executivo, João Paulo, ressaltou que “um dos caminhos mais eficientes para se diminuir a reincidência é o da educação, pois a considero a mãe das políticas públicas. Não se aprisiona uma mente, ela continua livre para acumular conhecimento e se preparar para um futuro melhor”.

O coordenador geral do Instituto Mundo Melhor, Orion Barbosa, disse que a empresa conta com 117 parceiros, dentre eles, Governo, Instituições, Associações, Rotary Clube, Juízes Federais e que a empresa tem como diferencial os projetos próprios e as parcerias com os governos. “Um dos parceiros muito atuante é a Ajure – Associação de Juízes Federais do Brasil e um dos participantes é um juiz federal que já fez curso numa Penitenciária em Nova Iorque e trouxe sua experiência para o grupo. Não há limitação de cursos, trabalhamos muito forte a questão familiar", observou, afirmando que o principal produto social do instituto é o atendimento ao sistema penal e que os cursos têm a validação acadêmica e também servem como remição. São disponibilizados cursos nas áreas de educação, saúde e bem estar, informática, línguas, administração e empreendedorismo, governança doméstica.

O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha em rede empresarial, consolidando projetos que buscam transformar a vida das comunidades e fomentar o desenvolvimento social. Teve início em 2009 e várias empresas privadas contribuem para sua manutenção.

Repórter PB

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