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O socorro de Deus para livrar o seu povo

Escola Bíblica Dominical – 11 de dezembro de 2016 | Lição 11

Escola Bíblica Dominical – 11 de dezembro de 2016 | Lição 11

Texto Áureo: Sl 34.17

Verdade prática: Deus é fiel no cumprimento de todas as suas alianças e promessas.

Leitura bíblica em classe: Et 5. 1-6

REFLEXÃO E OBJETIVO DA AULA: 1) Apontar a providência de Deus na história; 2) Mostrar como Ester foi colocada no palácio real; 3) Explicar a crise sofrida pelo povo de Deus no livro de Ester.

INTRODUÇÃO:

a. Alguns estudiosos dizem que é desconhecida a autoria do livro de Ester. O historiador Flávio Josefo, no entanto, defende que a autoria seja de Mardoqueu, devido aos versículos: Et 9.20 “Mardoqueu escreveu estas coisas” e E 9.29 “a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu escreveram”.

b. Ester relata acontecimentos que ocorreram no período entre Esdras 6 e 7. O ano 483 a.C foi o terceiro ano de Assuero, que é o título do governante da persa, assim como faraó era para o governador do Egito.

c. O livro não faz nenhuma menção ao nome de Deus; Rabis judeus, no entanto, encontram o nome “Jeová” escondido em cinco versículos diferentes no original hebraico (1.20; 5.4, 13; 7. 5,7).

d. A Bíblia nada fala sobre a mãe biológica de Ester, apenas de seu pai Abiail, pois provavelmente morreram durante os anos em que viveram na Babilônia como exilados, fato ocorrido durante o reinado de Joaquim (2 R 24. 8-16).

e. Depois de algum tempo, todos os judeus foram deportados para a Babilônia; o rei Xerxes leva o povo cativo para a Pérsia onde ocorre o desenrolar da história.
f. Veremos que a história de Ester, Mardoqueu e dos judeus foi delineada pela providencia divina. Ainda que o nome de Deus não apareça em lugar algum do livro, sua mão está presente em todo ele.

g. Essa fato é comemorada até o dia de hoje entre os judeus. Wierbse, a respeito disso, diz:

“Isso explica um dos feriados mais importantes dos judeus, a Festa do Purim. A palavra “Purim” significa “sortes” e refere-se ao sorteio que Hamã faz para decidir o dia do massacre dos judeus (9. 26-31; 3.7). Comemora-se o Purim no 14º e 15º dias do último mês do calendário judaico (fevereiro-março). Em greal, os judeus jejuam no 13º dia anterior à celebração em memória do jejum de Ester (4.16). Na noite do Purim, leem o livro de Ester, em público, na sinagoga. Os judeus, cada vez que é lido o nome de Hamã, batem o pé no chão, assobiam e gritam: ‘Que seu nome seja destruído!’. No dia seguinte, eles encontram-se de novo na sinagoga para orar e ler a Lei. O resto do dia e o dia seguinte são devotados a uma grande e alegre celebração e troca de presentes. O Antigo Testamento não traz nenhuma autorização do Senhor para essa festa, mas os judeus a guardem fielmente há séculos.”1

h. Deus sempre tem socorro para o seu povo, como está escrito:

“Pois ele te livra do laço do que prende o passarinho e da peste mortal. Ele cobre com suas penas; tu encontras refúgio debaixo das suas asas; sua verdade é escudo e proteção. (...). ...nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.” – Salmo 91. 3, 4, 10 (A21)

I. A PROVIDÊNCIA DE DEUS

1. A providência divina na história de Ester.

a. A palavra providencia vem do latim providentia e o prefixo pro significa “antes” ou “antecipadamente. O sufixo videntia deriva de videre que significa “ver”.
b. Ao estudarmos o livro de Ester, observamos as evidencias da obra providencial de Deus:

1. A escolha de Ester para ser rainha entre todas as outras candidatas (2.15-18).

2. A descoberta de Mordecai do complô para matar o rei (2.21-23).

3. O sorteio do dia para matar os judeus resultar em datar posterior, o que deu tempo para que Mordecai e Ester agissem (3. 7-15).

4. As boas-vindas do rei a Ester após ignorá-la por mais de um mês (5.2).

5. A paciência do rei com Ester ao permiti-la fazer outro banquete (5.8).

6. A insônia do rei que trouxe à luz ao feito bondoso de Mordecai (6.1).

7. O aparente lapso de memória do rei que o levou a honrar os judeus que havia concordado em matar (6.10-14).

8. A profunda preocupação do rei com o bem-estar de Ester quando tinha um harém à disposição dele (7.).

c. Não há dúvidas que os pensamentos de Deus são maiores que os nossos pensamentos (Is 55.9).

d. Quem de nós, por mais habilidoso que seja, poderia controlar fatos, pessoas e os corações como Deus fez?

2. A festa do rei.

a. Assuero era o tipo de rei que gostava de viver nababescamente, ou seja, ostentando. Durante seis meses ele exibiu as riquezas do seu reino e o luxo e o esplendor da sua corte. Após isso, deu um banquete que durou uma semana. Esbanjou fartura perante seus convidados.

b. Todo o império estava representado; cento e vinte sete províncias estavam presentes: chefes dos exércitos da Pérsia e da Média, governadores e os nobres das províncias.

c. Esse acontecimento real tinha por objetivo conferenciar com seus líderes para preparar a guerra contra a Grécia. Xerxes acabara com uma revolta no Egito e sentia-se seguro de poder conquistar a Grécia.

d. De acordo com o costume Persa, as mulheres tiveram um banquete separado. Xerxes, ansioso por agradar seus convidados, pediu que a rainha viesse ao banquete dos homens, mas Vasti recusou-se a ir.

3. A destituição da rainha.

a. Vasti sabia que o rei e seus convidados estavam sob influencia do vinho e que o salão de banquete não era lugar para uma mulher, em especial uma rainha.
b. Vasti foi destituída da sua posição de rainha, pelo divórcio, por ter se recusado a submeter a ordem do rei.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Podemos ver a providência de Deus na história da rainha Ester.

II. ESTER NO PALÁCIO DE ASSUERO

1. A busca de uma jovem para o lugar de Vasti.

a. Passaram-se pelo menos quatro anos quando ele foi aconselhado pelos sábios a buscar outra rainha no lugar de Vasti.

b. Durante esse período Xerxes fez uma campanha desastrosa contra a Grécia (487-479), e por isso voltou um homem amargurado. Sem o conforto do lar e o carinho nupcial de Vasti, ainda que ele tivesse muitas mulheres em seu harém, pensava em Vasti e no seu precipitado decreto (Et 2.1).

c. Iniciou-se uma grande busca pela rainha ideal para o rei.

d. Todas as províncias trouxeram candidatas ao palácio de Susã, quais ficaram sob o cuidado do Eunuco Hegai, que era guarda das mulheres.

e. Entre todas as moças levadas ao Eunuco, Ester ganha a simpatia do Eunuco. Ester não estava participando de um concurso, mas dos desígnios de Deus que o fez salvar o seu povo.

f. Nós precisamos ter essa certeza, ainda que não entendamos o que de fato esteja acontecendo conosco. O Senhor sabe onde encontrar Seus servos.

2. Mardoqueu e Ester.

a. Ester e Mardoqueu eram primos, e ele a criara como filha.
b. Mardoqueu era conhecido no palácio e, provavelmente, tinha um posto inferior, pois o vemos sentado no porão.
c. Ele aconselha Ester a participar do “torneio”, mas a não permitir que soubessem que era judia.
d. Mardoqueu era um homem que temia a Deus; ele não tinha vergonha e nem medo de expor sua fé publicamente (Et 4. 1,2), embora tivesse aconselhado Ester a esconder sua nacionalidade.
e. E assim ele ensinou e educou Ester, que logo mais tornaria o instrumento de Deus para salvar os judeus.

3. Ester é escolhida para o lugar de Vasti.

a. Deus inclinou o coração do Eunuco a Ester, e o providenciou um tratamento de beleza e a comida especial para ela (Et 2.9).
b. O tratamento de beleza das moças durava um ano: seis meses era usado perfumes de mirra e, no resto do ano, outros perfumes de beleza. Era usado essências aromáticas pelas quais esses países do Oriente sempre foram famosos (cf. Gn 37.25). Unguentos, cortes de cabelo, técnicas para clarear a pele, bem como técnica de usar perfumes, faziam parte do tratamento de beleza.
c. O rei, ao ver Ester, não foi direcionado por sua libido, mas pelo coração.
d. Ester foi escolhida pela bondade de Deus, pois ela não havia solicitado o seu adorno. Deus a fez alcançar graça diante do Eunuco, para prepará-la ao rei.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Deus colocou a rainha Ester no palácio do rei Assuero com o propósito específico.

III. A CRISE CHEGA PARA O POVO DE DEUS

1. A trama de Hamã.

a. A promoção de Hamã subiu-lhe à cabeça, e ele se tornou um assassino. Mardoqueu, judeu devoto, não se curvava perante Hamã, e isso o deixou o orgulhoso governante com muita raiva.
b. Hamã decidiu destruir todos os judeus apenas por causa de sua malignidade em relação a Mardoqueu.
c. Ele persuadiu o réu Xerxes a assinar um decreto onde era ordenado aos persas que destruíssem, matassem e saqueassem todos os judeus, em toda a extensão do reino.
d. A crise havia chegado para os judeus, trazendo tristeza e lamento. Mardoqueu vestiu-se de saco e foi para a porta do palácio de Assuero (Et 4. 1-6).

2. Ester toma conhecimento da trama contra seu povo

a. Com o uso de uma vestimenta de luto e fazendo um intenso lamento, os judeus tornaram conhecido o seu drama, identificaram-se e chamaram a atenção para o edito inexplicável. Mardoqueu, entretanto, não podia mais fazer contato com Ester porque pano de saco não era permitido dentro da cidadela.
b. Quando Ester ouviu que ele estava de jejum, enviou-lhe uma vestimenta adequada para substituir seu pano de saco, mas em vão.
c. Mardoqueu enviou-lhe uma cópia do decreto a fim de que Ester percebesse como a situação era desesperadora.
d. Mardoqueu lembrou-a de que ela não escaparia da morte, mesmo estando no palácio. Ele acrescentou: “Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento”. Ele conhecia a aliança que Deus havia feito com Abraão.
e. A sensibilidade espiritual de Ester é algo que devemos refletir. Ela pediu oração. Muitas vezes, diante de um problema agimos primeiro para depois orar, sendo que o correto é orar para depois agir.
f. O Reverendo Hernandes Dias Lopes, diz que “Quando o homem trabalha, o homem trabalha; mas quando o homem ora, Deus trabalha”.2
g. Charles Spurgeon afirmou: “Sempre que Deus deseja realizar algo, ele convoca seu povo a orar”. Max Lucado explica isso da seguinte maneira: “Quando agimos, colhemos os frutos do nosso trabalho; mas quando oramos, colhemos os frutos do trabalho de Deus”.3
h. Michael Green diz que “a oração move a mão que move o mundo”.4
i. Nos momentos de crises precisamos intensificar a nossa busca. Ester sabia o desafio que lhe esperava; sabia que poderia custar sua vida; mas ela também sabia da força do poder de Deus e da aliança que Ele tinha com o seu povo.
f. “Vá e reúna todos os judeus que estiveram em Susã, e todos vocês jejuem e orem por mim” (Et 4.16), essa foi a ordem da rainha ao seu primo Mardoqueu.

3. A estratégia sábia de Ester.

a. Depois de orar, jejuar e buscar a Deus a rainha Ester faz a sua parte. Foi até o rei.
b. Nem bem ela apareceu na entrada da sala do trono, o rei levantou o cetro de ouro mandou-a entrar! “O coração do rei na mão do Senhor” (Pr 21.1).
c. Com sabedoria ela não foi logo fazendo pedido, mas convite. Convidou o rei Xerxes e Hamã para um banquete. Ester deu a Hamã um falso sentimento de segurança ao incluí-lo no convite.
d. Ester faz outro convite, para um segundo banquete; nesse intervalo ele havia preparado a forca para matar Mardoqueu.
e. Quando o rei dá a oportunidade novamente para Ester fazer o seu pedido, ela revela a trama de Hamã. O interessante é que o rei não ficou surpreso pelo fato de Ester ser judia, mas que ele pudesse ter um sujeito tão mal como um de seus empregados.
f. Hamã implorou por misericórdia, assim como fez Judas, mas era tarde demais. O rei ordenou que Hamã fosse morto na própria forca que havia preparado para enforcar, de forma covarde, Mardoqueu.
g. Precisamos ser um canal de bênção e de esperança ao mundo. Precisamos orar e jejuar em favor do nosso país. Guardadas as devidas proporções, quando comparado com os judeus na Pérsia – pessoas estão em dificuldade extrema por conta da crise política e econômica em que se encontra o Brasil.
h. Devemos orar pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade (1 Tm 2.2).

SÍNTESE DO TÓPICO III

A crise chegou até os israelitas. Eles corriam sério risco de serem exterminados, mas o Senhor é fiel e livrou o seu povo da morte.

CONCLUSÃO

1. Diante das calamidades, precisamos nos reanimar em Deus; pois ele nunca abandonou o seu povo. Ele tem um compromisso conosco.

2. Você não está neste lugar que Deus o colocou sem algum propósito; Ester foi posta naquela posição não para que obtivesse benefícios próprios, mas para salvar uma nação toda. O objetivo do cristão não é o sucesso, mas a fidelidade.

3. Se disponha como um vaso de honra nas mãos de Deus, para que você esteja preparado para toda boa obra, pois é Deus quem produz em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fp 2.13).

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 11/12/2016


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