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Governo Confúcio realiza mais uma licitação de cartas marcadas

Nas ruas de todas as cidades rondonienses falta sinalização e uma carteira de habilitação demora três vezes mais pra sair que no Paraná,

Nas ruas de todas as cidades rondonienses falta sinalização e uma carteira de habilitação demora três vezes mais pra sair que no Paraná, de onde vieram os últimos diretores do DETRAN-RO. Mesmo assim, o governador Confúcio Moura mandou o órgão consumir sete milhões no próximo ano com publicidade.

A prova veio na última sexta feira, 20, quando o DETRAN-RO recebeu os envelopes de mais uma licitação faz-de-conta, visto que até os cegos e surdos do Estado sabem, desde o lançamento do Edital de Concorrência há seis meses, que a agência vencedora será a que tem o esquisito nome Minha Agência - que não é minha nem sua, pois se fosse não seria tão ruim e nem faria esses acordos criminosos pra ganhar licitação.

O fato é repetitivo é que no sombrio governo Confúcio Moura isso é rotina em toda publicidade. Uma exceção ficou exatamente no DETRAN, cuja primeira licitação foi vencida por outra agência, a Multimídia de Ariquemes. O rolo dessa empresa com o governador é antigo, pois ela foi a única a atender com iguais cartas marcadas Confúcio Moura nos seus dois mandatos de prefeito naquela cidade. Como essa era uma mera produtora de Vts e spots de varejo em Ariquemes, sem qualquer marketing ou um mínimo de profissionalismo, a Secom do governo a considerou inapta para atender o Detran, que definiu como solução obrigar a Minha Agência que sempre venceu toda as licitações de publicidade do governo Confúcio a comprar a Multimídia e fazer as peças para o DETRAN.

Em Ariquemes é voz corrente que esta solução envolveu os direitos de propriedade da Rádio ainda Sul de Vilhena, desde o início gerida pelo dono da Multimídia mas que dizem pertencer ao governador, cuja concessão foi conseguida quando este era deputado federal, e seria seu dono de fato.

Estão na disputa dessa licitação, além da Minha agência, a No Ar Comunicação que ganhou como exceção e certamente cala-boca a conta da SEAS,, e a Pena Publicidade, que honra seu nome pois dá pena aos cidadãos rondonienses por torrar há mais de dez anos quase dois milhões anuais da Assembleia Legislativa - dinheiro de impostos nossos - para produzir a mesmíssima pseudo campanha de orgulho rondoniense.

Mas essas duas estão seguramente apenas esquentando esse processo licitatório, pois há uma tradição de órgãos públicos terem direito (ilegal) de deixar uma mesma agência vencer as licitações em Rondônia. Além da marmelada escrachada da Pena que dá pena, é comum uma mesma agência repetir ano após ano seu contrato e o Ministério Público e o TCE-RO fazerem sempre vistas grossas a esse criminoso conluio.

Tudo começou com a Oana Publicidade, agência amazonense que já mamava na prefeitura de Manaus onde o grande governador Teixeirão fora prefeito antes de vir para fundar nosso Estado. A exceção ficou com Jerônimo que teve Imagem e Energia Publicidade, mas sem exclusividade pois agências do Paraná também produziram suas campanhas. Mas esta moda criminosa voltou no governo Oswaldo Piana, cuja propaganda foi dominada pelo pioneiro Toca Almeida, da NPP. No governo Raupp 4 agências venceram a licitação mas duas delas - Energia e Criativa - mesmo tendo contratos licitados com a Ceron acabaram levando seus titulares a processos e preventivas porque a Ceron preferiu pagá-los com recursos de aumento de capital e não via Caixa normal.

Em seguida Bianco devolveu a conta para a Oana porque ela fizera a sua campanha. Mas seu governo foi tão nulo que até esta grande agência Manauara desistiu, entregou a conta e foi-se embora. Cassol, autoritário, ignorante e culturalmente pequeno, fez vencer suas licitações sempre a mesma empresa, NADA, ou melhor, NDA, de propriedade de um jornalista prático que só conhecera de publicidade o que era produzido na grande (sic) Rolim de Moura. Depois de essa armação foi continuada com Confúcio, que com igual visão provinciana de matuto goiano trouxe a Multimídia mesmo antes da posse, dando-lhe por endereço, inclusive, a própria sede do PMDB regional na rua Venezuela.

Se o MPE fosse atento a esse setor, desde a primeira vitória da Minha agência esta agência e os membros julgadores não teriam ganhado a conta, mas processos criminais. Naquele momento, o próprio chefe da Casa Civil - o advogado Ricardo Sá - argumentou no gabinete para um grupo de comunicadores que era "um risco e até uma afronta derrotar a Pacheco Associados", uma grande empresa de publicidade que participou, segundo o secretário, com uma "campanha espetacular". Segundo ele, "dar a vitória à Minha agência com aquelas peças fracas, feias e pobres, sem nenhum marketing seria arriscado". Porém, "forças ocultas" como brincou dr. Ricardo, obrigou aos jornalistas que compunham a equipe de membros julgadores dar a vitória "ao Júnior", dono da agência indicada que então ganhou e continuou a ganhar praticamente todas as contas desse governo nesses longos 7 anos de Confúcio e sua depressiva família.

Família expurgada da administração num acordo selado para não serem presos como ficou público na Operação Termópolis. Em seguida novos desmandos vieram nas Operações Apocalipse e Platéias. A próxima deverá ser sua na publicidade e suas licitações de cartas marcadas. Do túmulo, Agnelo Pacheco, que foi o primeiro prejudicado e faleceu na semana passada, vai tremer de alegria - porque assim mais uma ‘‘corrupa’’ rondoniense não terá prevalecido.


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