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Semeando justiça e colhendo a valorização do representante comercial

“Depois da tempestade vem a bonança”.

“Depois da tempestade vem a bonança”.

Esse ditado popular – com toda a sabedoria que eles carregam, testada e confirmada pelo tempo – aquieta os ânimos mais ansiosos.

E refletem a verdade com fidelidade.

Porque, de fato, a calmaria sempre vem depois da tormenta.

Uma bonança que nos acalma e emociona, como a que testemunhei na última sexta-feira ao ser homenageado no Conselho Federal dos Representantes Comerciais, no Rio de Janeiro.

Primeiro é importante dizer que me senti em casa – meu habitat natural desde os tempos em que, debaixo do sol escaldante da minha Cajazeiras, com fardos de mercadorias acomodados sobre os ombros, batia de porta em porta.

Essa foi minha realidade por muitos anos, enquanto sonhava com o que viria a ser o Atacadão Rio do Peixe.

Portanto, posso dizer que conheço muito bem – e com uma intimidade que só é possível quando se vivencia – a atividade do representante comercial.

Tenho – e tenho mesmo – profunda consciência da enorme contribuição que os representantes comerciais dão à economia do País: fazendo circular renda; facilitando o acesso ao consumo; tonificando as empresas na medida em que constroem pontes que as aproximam de seus clientes.

Essa consciência sobre o papel de representante comercial – verdadeiro elemento chave no desenvolvimento das atividades comerciais do País, funcionando como mecanismo relevante na distribuição de bens e serviços em todo o território nacional – é o que me moveu a apresentar, no Senado Federal, projeto de lei que regulamenta a atividade.

Pois, não obstante a relevância da função desempenhada pelos representantes, o quadro normativo que rege a profissão foi formulado há mais de cinquenta anos – merecendo, portanto, adequada atualização para responder às novas circunstâncias dos mercados nacional e global.

Sabemos, porém, que essas iniciativas não foram – a princípio – bem entendidas.

Vivemos instantes tempestuosos.

Seguidos pela bonança que só é possível quando, de ambas as partes, existe a boa intenção e a vontade de acertar.

Foi o que aconteceu.

Abrimos o projeto às consultas e colaborações dos representantes da categoria. E, juntos, reconstruímos a propositura da nova lei, em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

Com ele, atualizaremos uma legislação que já tem metade de um século e que não mais reflete as complexidades impostas a este segmento tão estratégico para a economia do País.

Chegaremos ao novo século. E aportaremos no presente, colhendo - como diz outro ditado popular igualmente sábio – os bons frutos de uma semeadura justa.


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