Você está aqui:
O Nordeste quer (e precisa) crescer

Um sertanejo como eu, que tantas vezes sentiu sobre os ombros o peso e o infortúnio provocado pelas secas cíclicas

Um sertanejo como eu, que tantas vezes sentiu sobre os ombros o peso e o infortúnio provocado pelas secas cíclicas, não poderia ter feito diferente. E efetivamente não fiz:

Ao aportar nos tapetes azuis do Senado Federal priorizei as causas regionais – elegendo a transposição do rio São Francisco como foco primordial.

Não apenas pelos motivos mais óbvios – que é o saciamento da sede de doze milhões de pessoas submetidas às estiagens agudas – mas também pelo que vem a reboque da perenização da oferta d’água: o impulso econômico do semiárido!

A conclusão do Eixo Leste, tão próxima, anima a fé dos sertanejos de que este drama histórico está perto do desfecho.

Mas a luta não chega ao fim com a chegada das águas a Monteiro.

Temos que redobrar nossas forças para viabilizar, no prazo mais curto possível, a materialização do Eixo Norte – que transporá as águas do São Francisco para o alto sertão, região que enfrentam hoje risco iminente de colapso de abastecimento.

Essa cobrança – e vigilância – não pode arrefecer.

Enquanto o São Francisco não desembocar em Monte Horebe, São José de Piranhas e Cajazeiras, não devemos (nem podemos) sossegar.

Repito e insisto: a conclusão do Eixo Norte tem que figurar no topo da lista de nossas prioridades políticas, independente de suas colorações.

E nunca encontramos - desde que D. Pedro II aventou a transposição (passando por todos os demais governos que planejaram esta obra - terreno tão fecundo para estas cobranças e lutas.

Digo isso com base em minhas experiências pessoas, colhidas nas minhas maratonas de visitações aos ministérios.

Todas as tratativas feitas com o ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, me permitem sentir alento.

De uma coisa tenho certeza:

O governo fazendo a parte dele, faremos a nossa.

Pois o nordestino, o homem sertanejo, nunca foi problema.

Nossa capacidade de trabalho sempre nos fez sobreviventes em meio às privações – nos fazendo superar, ao longo de todos esses séculos, as pesadas provações impostas pela natureza.

A transposição, porém, nos dará a oportunidade de ir além da sobrevivência.

Não queremos mais (apenas) sobreviver.

Queremos crescer.

E a água – não tenho dúvidas – será o motor desse crescimento.


Comentários

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Repórter PB, não reflete a opinião deste Portal.