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Grupo Boticário se defende em nota sobre franqueado da Paraíba, mas casos de falência de franqueados se espalham pelo país

Na internet, é possível encontrar casos semelhantes ao da Paraíba em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e Mato Grosso do Sul

Na internet, é possível encontrar casos semelhantes ao da Paraíba em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e Mato Grosso do Sul

O Grupo Boticário se posicionou recentemente através de nota em que diz que a crise com o franqueado da Paraíba é pontual. No entanto, em uma rápida busca na internet, encontram-se diversas notícias de casos semelhantes em outros estados.

De acordo com os portais mineiros Diário do Comércio, Leopoldinense e Portalaue, dez franquias fecharam as portas, nas cidades de Ipatinga e Coronel Fabriciano. O franqueado Jamilson Maria de Macedo Soares disse que as imposições do Grupo promoveram a descapitalização das lojas e a perdas das mesmas. O empresário completaria 33 anos à frente das lojas em abril cujas unidades faturavam em torno R$ 25 milhões ao ano. Cerca de 100 funcionários foram demitidos.

Em São Paulo, o portal também denominado Dirário do Comércio, contou o caso da franqueada Izabel Litieri, dona de 14 lojas há mais de 30 anos e que também está enfrentando uma disputa judicial com o Grupo Boticário. Segundo a matéria, no dia 22 de outubro de 2015, o Grupo Boticário, enviou uma notificação para a franqueada dando um prazo de 20 dias para o fechamento de 14 lojas operadas pela franquia. “Estou vivendo um pesadelo”, disse Izabel, que decidiu entrar com uma ação contra o grupo na 44ª Vara Civil do Fórum Central de São Paulo na tentativa de assegurar a continuidade do negócio.

O Grupo Boticário também criou inimizades no Rio de Janeiro, onde foi proibido pelo desembargador Paulo Sérgio Prestes dos Santos, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de rescindir a relação comercial com um franqueado de Resende, cidade da região do Vale do Paraíba fluminense. A matéria do portal Consultor Jurídico mostra que esta relação comercial também já se estendia por mais de 30 anos, com seis lojas em Resende e nas cidades contíguas de Itatiaia e Porto Real, além de um ponto de venda direta. Este franqueado também recebeu uma notificação do grupo que lhe dava 30 dias para encerrar as atividades das franquias. Indignado, entrou na Justiça a fim de garantir a continuidade do negócio.

Houve também um caso no Mato Grosso do Sul, onde o jornal Correio do Estado conta que duas franqueadas de Campo Grande lutam na Justiça para reduzir o valor dos royalties pagos o Grupo Boticário. Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a 6ª Vara Cível de Campo Grande é o foro competente para o julgamento das duas ações, que cobram, também, a devolução dos pagamentos indevidos realizados nos últimos cinco anos.

 


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