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Presidente das Filipinas diz que já matou alguém aos 16 anos

Discurso inflamado de Rodrigo Duterte incluiu ameaça de “esbofetear” uma enviada especial da ONU ao país, Agnès Callamard

Em discurso para comunidade expatriada o presidente filipino Rodrigo Duterte confessou ter matado uma pessoa a pauladas quando tinha 16 anos. A confissão foi feita durante a passagem do presidente do país pela reunião de cúpula no Vietnã, na última quinta-feira (9), como uma tentativa de defender a sua guerra contra o tráfico de drogas e as mortes violentas geradas pelos conflitos.

A reunião com os expatriados, comunidade filipina da cidade vietnamita de Danang, ocorreu um dia antes da reunião da cúpula internacional do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), promovida nesta sexta-feira (10).

Segundo informações do G1, o discurso inflamado de Duterte incluiu uma ameaça de “esbofetear” uma enviada especial da ONU ao país, Agnès Callamard, encarregada de investigar denúncias de execuções sumárias ou arbitrárias. Ele ainda teria chamado de “filhos da puta” todos aqueles que criticam a sua campanha de combate ao narcotráfico.

“Quando eu era adolescente, entrava e saía da prisão, por brigas", disse o presidente das Filipinas. "Com 16 anos, matei alguém. Uma pessoa de verdade, em uma briga, a punhaladas. Eu tinha apenas 16 anos. Foi por causa de um simples olhar. Quanto mais agora que sou presidente?", completou, em trecho do discurso reproduzido pelo portal.

Com a promessa de colocar um fim no tráfico de drogas eliminando 100 mil supostos usuários e traficantes, Rodrigo Duterte foi eleito no ano passado, aos 71 anos. Desde então, a polícia anunciou que nos últimos 16 meses 3.967 pessoas já foram mortas, além de milhares de outros homicídios ocorridos em situação não esclarecida. Outras 2.290 pessoas morreram em casos vinculados ao tráfico de drogas.


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