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Exibição de documentário e debate marcam ações alusivas ao Dia Contra a Corrupção na Paraíba

“Pedro Jorge: uma vida pela justiça” foi exibido durante festival de cinema

“Pedro Jorge: uma vida pela justiça” foi exibido durante festival de cinema

Com a participação dos procuradores-chefes da Procuradoria da República na Paraíba e Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5), Marcos Queiroga e Marcelo de Souza, respectivamente, além da procuradora da República em Monteiro (PB) Janaína Andrade, o documentário “Pedro Jorge: uma vida pela justiça” foi exibido na tarde desta terça-feira, 5 de dezembro, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, durante a 12ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Após a exibição do filme, foi realizado um debate, marcando as ações alusivas ao Dia Internacional Contra a Corrupção na Paraíba, comemorado em todo o planeta em 9 de dezembro.

A plateia que compareceu ao cinema teve a oportunidade de fazer perguntas aos membros do Ministério Público sobre o tema corrupção. Os participantes também comentaram e esclareceram dúvidas sobre a produção do documentário. O debate contou com a participação das assessoras de Comunicação da Procuradoria da República da 5ª Região, Renata Holder e Ana Dolores, diretoras do documentário, bem como de representantes da Controladoria-Geral da União (CGU) e Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco-PB), órgãos organizadores do evento, realizado em parceria com o Fest Aruanda.

As diretoras do documentário avaliaram como positivo o evento realizado no cinema do Manaíra Shopping.

“Foi uma oportunidade muito boa para se discutir o combate à corrupção. O debate foi esclarecedor, porque o público pôde se colocar, pôde tirar dúvidas, fazer questionamentos com os especialistas que estavam presentes. Para a gente foi muito bom trocar experiências, ter participado desse momento de esclarecimentos, a partir do registro histórico do documentário. O nosso papel enquanto instituição é também fomentar o debate, para conscientização da população”, declarou a assessora-chefe de Comunicação da PRR5, Ana Dolores.

O procurador-chefe da PRR classificou como um sucesso o evento. “Foi muito proveitoso. A recepção para com o filme foi excelente, todos gostaram do conteúdo, sobretudo do caráter emotivo. A impressão que tivemos foi de que a participação do filme no festival foi um sucesso”, pontuou Marcelo de Souza.

O filme - O média-metragem foi produzido pela PRR5, em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco, e resgata o assassinato do procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, que investigou e denunciou os envolvidos no chamado “Escândalo da Mandioca”, um dos maiores casos de corrupção da década de 80 com repercussão nacional.

Pedro Jorge foi assassinado no dia 3 de março de 1982, ao sair de uma padaria no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda (PE), quando acabara de comprar pão e leite que levaria para o jantar em casa. O pistoleiro Elias Nunes Nogueira disparou três tiros contra o procurador, a mando do ex-major José Ferreira dos Anjos, um dos beneficiados pelo esquema de corrupção que estava sendo investigado por Pedro Jorge. Ele já vinha sofrendo ameaças dos denunciados e pressões para abandonar o caso, mas decidiu seguir em frente com seu trabalho e acabou morto. O desvio de recursos federais ocorria na agência do Banco do Brasil de Floresta, no Sertão pernambucano, e chegou a somar quase R$ 34 milhões, em valores atuais.

Premiação – Antes da exibição do documentário “Pedro Jorge: uma vida pela justiça”, a CGU, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Focco, do qual o MPF é órgão integrante, exibiram e premiaram os três melhores vídeos do “2º Concurso de Vídeos 1 Minuto Contra a Corrupção”: “Cimento” produzido por Apollo Costa; “Corrupção cotidiana” de Jéssica de Sales Santos e “Gênese” filmado por Márcio Lins.

Para o procurador-chefe do MPF na Paraíba, Marcos Queiroga, “o evento foi extremamente feliz por integrar a sociedade em iniciativas de combate à corrupção, com o concurso de vídeos, além de viabilizar a divulgação de documentário sobre relevante, mas trágico acontecimento, que ajudou a moldar o MPF como hoje é conhecido. Sem memória e sem história não avançamos”.

 


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