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Leco supera Pimenta e presidirá o São Paulo até dezembro de 2020

Pelo novo estatuto aprovado em dezembro do ano passado, a partir de agora, as eleições do clube passarão a acontecer em dezembro, não mais em abril

O São Paulo tem um novo presidente eleito, mas não está sob nova direção. Na noite dessa terça-feira, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, 79 anos, superou José Eduardo Mesquita Pimenta e se elegeu com uma vitória nas urnas por 124 a 101 votos. Ocupando a principal cadeira do clube desde outubro de 2015, Leco chegou ao poder após a renúncia de Carlos Miguel Aidar sob denúncias de corrupção.

Pelo novo estatuto aprovado em dezembro do ano passado, a partir de agora, as eleições do clube passarão a acontecer em dezembro, não mais em abril. Portanto, Leco será privilegiado com um mandato válido por três anos e nove meses. Ele, contudo, perderá os cinco vice-presidentes estatutários, mantendo-se apenas o vice geral, que atende pelo nome de Roberto Natel.

“Estou imensamente feliz porque acabo de conquistar o meu próprio mandato. Foi conquistado à luz de uma trajetória, de um trabalho que fizemos nesse um ano e meio para cuidar desta fantástica máquina que é o São Paulo, com toda a sua grandeza”, disse Leco, emocionado, em seu discurso.

Agora parceiro de Leco, Natel havia entregado a vice-presidência geral do clube em setembro para concorrer com o atual mandatário. No entanto, ele foi demovido da ideia e se uniu novamente à situação por conta da presença constante do ex-CEO Alexandre Bourgeois na campanha de Pimenta.

Leco será o primeiro presidente do São Paulo a se dedicar exclusivamente às tarefas do clube e, por isso, será assalariado, conforme prevê o novo texto do Estatuto recém reformado. O valor do salário não poderá passar de 70% do teto do funcionalismo público federal. Portanto, os próximos mandatários do Tricolor do Morumbi ganharão no máximo R$ 27.505,00 por mês.

Entre as principais mudanças estatutárias lideradas pelo mesmo Leco ainda estão a obrigação da criação de uma diretoria profissional e remunerada e um Conselho de Administração. Além disso, o futebol será separado do clube social.

Após atender a um telefonema durante seu discurso e ser parabenizado pelo técnico Rogério Ceni, o atual mandatário assegurou que “esta continuará sendo uma gestão limpa, porque ela foi limpa indiscutivelmente. Será uma gestão aberta ao diálogo, fruto do que construímos durante essa campanha. Sei que o trabalho que teremos pela frente é imenso, mas vendo todos vocês aqui me sinto com a energia renovada, porque a fome de bola é o que move o nosso futebol”, bradou, sendo ovacionado.

Fora Leco e Natel, nessa terça, foram eleitos o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Abranches Pupo Barboza, que superou José Roberto Ópice Blum com 129 votos contra 95, a vice-presidente do órgão, José Alcantara Filho, e o primeiro e segundo secretários do Conselho, Antônio Peralta e Homero Filho, respectivamente. Todos serão apenas mantidos nas funções que já desempenhavam.

O pleito definiu também um Conselho Fiscal independente da diretoria, com cinco integrantes titulares. São eles Wanderson Martins, Augusto Silva Alves, José Edgar Machado, Vinícius Cardoso e Leandro Alvarenga. Os suplentes serão Milton José Neves Júnior, Rodrigo Vieira Rios, José Carlos da Costa, Manuel Teixeira e Juvenal Amaral. Foram eleitos ainda Júlio Casares, Silvio Médicis e Adilson Alves Martins para o Conselho de Administração, do qual o ex-jogador Raí fará parte, como adiantou Leco.

O vencedor da noite já avisou que sua política de preocupação com as finanças do clube vai continuar. Ele acredita que pode “sanear tudo até o fim do mandato” e não escondeu que vender alguns jogadores, inclusive das categorias de base, é fundamental para que esse processo tenha sucesso.

Carlos Augusto de Barros e Silva é advogado, foi vice-presidente do clube nos três últimos anos da gestão de Juvenal Juvêncio, também ocupou os cargos de diretor jurídico (ainda nos anos 80), diretor de futebol e vice-presidente de futebol, além da vice-presidência geral do clube e, antes de substituir Aidar, exercia a missão de comandar o Conselho Deliberativo do São Paulo.


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