Você está aqui:
Corinthians perde diretor antes de negociações “essenciais”

A saída de Herbetta, por sinal, também mostra enfraquecimento do presidente Roberto de Andrade

O Corinthians vive um período de grave crise financeira e ajustou todo o seu elenco para uma realidade de dinheiro bastante diferente dos últimos anos. Para isso funcionar, no entanto, precisa negociar a renovação de patrocínios “essenciais”, na avaliação da diretoria, como o da Caixa, que ocupa o principal espaço da camisa e vence em abril. Tudo isso, porém, sem o nome responsável pelas conquistas recentes: o agora ex-superintendente de marketing, Gustavo Herbetta.

Líder nas negociações que “lotaram” a camisa corintiana mesmo em tempos de crise, Herbetta pediu demissão do cargo na última semana para o presidente Roberto de Andrade. A informação, divulgada inicialmente pelo jornal Lance!, foi confirmada pela Gazeta Esportiva. Ele irá assumir um cargo em uma empresa de publicidade, cumprindo um desejo já antigo de voltar ao mercado. Ainda não há definição sobre seu substituto, que só será anunciado após reuniões marcadas para esta semana (leia mais abaixo).

Herbetta já havia indicado a possibilidade de sair recentemente, assumindo uma postura despreocupada quanto a polêmicas na fase final da temporada. Ele, por exemplo, reclamou abertamente da cobertura da imprensa sobre a situação do clube, defendeu as atitudes de Roberto de Andrade e contestou o pedido de impeachment feito pela oposição em uma entrevista concedida no CT.

Presidente contra a parede

A saída de Herbetta, por sinal, também mostra enfraquecimento do presidente Roberto de Andrade, já que o departamento de marketing era um dos poucos setores que passavam longe das críticas no Parque São Jorge. Com a ressalva de que consideravam o superintendente alguém “muito afastado” do dia a dia no clube, os conselheiros reconheceram o bom trabalho em meio a uma crise econômica no Alvinegro.

A falta de força política de Roberto, por sinal, pode render mais problemas ao mandatário nos próximos dias. Com a votação do processo de impeachment marcada para março, nomes fortes tanto da situação quanto da oposição articulam um movimento para colocar o dirigente “contra a parede”. No Timão, é consenso que o clube não tem acompanhado o ritmo imposto nas últimas temporadas, algo que incomoda bastante os envolvidos nas gestões de 2008 para cá.

Com o pretexto de deixar passar o impeachment caso não sejam atendidos, a ideia é formar uma comissão que possa reerguer o Corinthians, principalmente na busca por contratações que animem a torcida. Caso isso aconteça, é possível que dirigentes de sucesso recente, como Luis Paulo Rosenberg e Andrés Sanchez, retomem o poder no futebol do clube. A definição sobre isso, no entanto, só deve sair a durante a semana, quando o elenco retorna às suas atividades (quarta-feira) e Roberto de Andrade volta ao cargo após uma licença de 20 dias.


Comentários

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Repórter PB, não reflete a opinião deste Portal.