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Taxa de abstenção do segundo dia de provas do Enem atinge 32%

Amapá foi o estado com a maior ausência dos inscritos -42,9% dos inscritos não compareceram

Dos 6,7 milhões de inscritos neste domingo (12), segundo dia do Enem, 32% não comparecem para fazer a prova. No domingo passado, dia 5, 29,8% dos candidatos que se inscreveram não fizeram a prova.

"Historicamente nossa taxa de abstenção é de 30%", afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho. "Então a taxa está na média. Historicamente, o primeiro dia de prova tem menos abstenções do que o segundo".

O Amapá foi o estado com a maior ausência dos inscritos -42,9% dos inscritos não compareceram. Em SP, a taxa de abstenção foi de 33,2%. Quem não fez a prova em 2017 e tinha direito a não pagar pela taxa de inscrição terá que justificar a ausência com um documento oficial se for se inscrever para 2018, sob pena de ter que pagar para fazer o exame.

"Essa foi a mais tranquila aplicação do Enem em todos os anos, houve pouquíssimas ocorrências com necessidade de intervenção", afirmou Mendonça Filho. "A aplicação da prova em dois domingos se mostrou claramente viável, com boa receptividade e menos pressão".

O ministro informou ainda que todos os que fizerem o exame Encceja, que acontece no próximo dia 19, não pagarão pela inscrição do Enem 2018.

Os gabaritos do Enem 2017 serão divulgados até 16 de novembro, e os resultados saem dia 19 de janeiro.

ELIMINADOS

No total, 853 candidatos foram eliminados da prova –580 neste domingo e 273 no domingo passado.

A maior parte dos eliminados, ou 842 pessoas, descumpriu as regras do edital, como levar objetos proibidos.

Outras nove pessoas se recusaram a passar pelo detector de metal e quatro se recusaram a ter seus dados biométricos coletados.

REAPLICAÇÃO

Pelo menos 3.500 pessoas farão a reaplicação da prova, nos dias 12 e 13 de dezembro, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O exame terá grau de dificuldade equivalente ao deste domingo.

A maior parte das reaplicações será feita por falta de energia nos locais de prova no domingo passado em Teresina (PI), Olinda (PE) e Uruaçu (GO).

DIFICULDADE

A prova aplicada neste domingo (12) mostrou aumento no nível de dificuldade e exigiu mais dos alunos do que os anos anteriores, segundo professores de cursinhos preparatórios.

O exame incluiu 90 questões sobre ciências da natureza (com perguntas sobre biologia, química e física) e matemática e suas tecnologias.

De acordo com Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares, a última etapa da prova cobrou muito mais conteúdo dos estudantes do que as edições passadas. "Só a interpretação de um gráfico, por exemplo, não era suficiente. O aluno precisava saber realmente saber o conteúdo da matéria", diz.

Ele também destacou a diversidade das questões, que abordou mais temas que a prova de 2016. "A prova do ano passado focou muito em meio ambiente e este ano foi bem dividido, o que fez com que ela tivesse uma fluidez", diz.

Segundo Moraes, o maior grau de dificuldade segue o da prova do último domingo (5), que abordou as ciências humanas e linguagens. "Viu-se em todas as áreas a mesma coisa, a exigência de mais conteúdo e um nível de dificuldade maior. A prova foi pensada como um conjunto, o que é muito bom".

Para Célio Tasinafo, coordenador pedagógico da Oficina do Estudante, de Campinas (SP), a prova mostrou a preocupação do Enem em formular questões contextualizadas, com aplicações práticas do conteúdo.

"Diferentemente de vestibulares mais tradicionais, como o da Fuvest, o Enem tem preocupação com contextualização. Na prova de matemática, por exemplo, quase não há questões da matemática pela matemática. De alguma forma quebram a ideia da utilidade da matéria", diz.

O coordenador cita como exemplo uma questão de geometria espacial que fala da criação de lagostas em um tanque e outra de análise combinatória sobre o símbolo da Copa do Mundo de 2014, que pede para o aluno calcular de quantas formas a figura poderia ser pintada.

A física foi ilustrada a partir de uma questão sobre camas elásticas e, a genética, com uma pergunta sobre distrofia muscular. Tasinafo também destaca a ocorrência de temas discutidos atualmente, como poluição e desenvolvimento sustentável.

"Essas questões atuais não aparecem tanto quanto na prova de ciências humanas, mas são conteúdos clássicos do Enem. Houve um equilíbrio entre cálculo e interpretação de texto sem prejuízo para os alunos com relação ao tempo", afirma. Com informações da Folhapress.


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